terça-feira, agosto 23, 2005

Narradores de Javé

Esse filme foi uma bela surpresa. Pode ter sido desatenção minha, mas não vi absolutamente nenhuma divulgação ou referência a ele entre os meios que costumam mostrar ao grande público as produções nacionais ditas de qualidade que vêm pipocando nos últimos tempos. Devo essa à minha irmã, que parece ter descoberto o filme em alguma atividade acadêmica.
Não vou mencionar os diversos prêmios que essa obra lançada em 2003 conquistou, acho que só preciso dizer que é um filme que reúne todos os elementos para agradar público e crítica: uma história boa, bem roteirizada, personagens cativantes e interpretados com qualidade. Aliás, é esse um dos principais destaques do filme, José Dumont e Gero Camilo dominam a tela com tiradas hilárias e muita competência. A história e os diálogos fluem naturalmente, os cem minutos passam voando e a gente fica esperando que a história continue.
Pra quem se interessar, a resenha que encontrei na internet diz:
Após saberem que a cidade onde vivem será inundada para a construção de uma usina hidrelétrica, os moradores decidem preparar um documento que conte todos os fatos históricos do local, como tentativa desesperada de salvar a cidade da destruição. Dirigido por Eliane Caffé (Kenoma) e com José Dumont, Matheus Nachtergaele, Nélson Dantas, Gero Camilo e Nélson Xavier no elenco.

Shows em Porto Alegre

Apesar da falta de uma casa de espetáculos adequada, Porto Alegre costuma receber bons shows internacionais todos os anos. Ano passado tivemos Living Colour (que infelizmente acabei não assistindo) e quase Uriah Heep (que não veio graças à incompetência da produtora, mas guardei o meu ingresso de recordação). Sem falar no Purple, Rush, Roger Waters e várias outros artistinhas que resolveram vir até a aldeia em tempos recentes.
Estava feliz da vida porque teria a grata e inesperada oportunidade de ver de perto o David Coverdale (06 de setembro, pra quem não sabe) e, incidentalmente, o Judas Priest, quando descubro que os Scorpions também devem se apresentar aqui em outubro. Não sei se essa é uma informação precisa ou atualizada, a única confirmação precária que tive foi no whiplash (http://www.whiplash.net/agenda.mv), mas já é o suficiente pra me fazer um pouco mais feliz (e, diacho, mais pobre).
Pelo menos isso compensa um pouco o fato do Buddy Guy e do Dream Theater não passarem por aqui.

sábado, agosto 20, 2005

Uma pequena análise sobre a pequena cena

Vamos dar mais uma olhada nos dois parágrafos rabiscados aí abaixo, no post feito ontem.

Algumas pessoas me disseram não ter entendido o texto. Não sei se há muito o que entender ou deixar de entender, mas o fato é que a situação ali descrita é parte de um ritual. Bruxaria. Mas essa parte acho que todo mundo entendeu, o que não ficou claro é o contexto onde se insere a breve cena.

Nada mais natural, já que inexiste qualquer informação sobre qualquer contexto que seja. Um pequeno momento retratado no vazio. Um relato incompleto, mas ainda assim um relato, e podemos tirar dele algumas informações.

Temos um personagem, uma ação e um local. O personagem é alguém do sexo masculino e que tem conhecimento de alguma espécie de feitiçaria, talvez um sacerdote ou xamã. Provavelmente um estudioso, pois um dos poucos dados concretos que temos é que o conhecimento do qual ele está fazendo uso foi obtido em um livro, possivelmente um livro antigo. Ele sabe exatamente o que está fazendo, pois realiza o ritual por vontade própria e visando claramente um resultado. É aí que podemos obter a segunda informação concreta sobre essa pessoa: ele é determinado, absurdamente determinado.

Esse é um ponto positivo do caráter do nosso personagem, e que me leva à conclusão de que ele deve ser uma pessoa que possui objetivos, que tem um propósito. Isso também, me parece, dá a entender que ele tenha convicções fortes, embora isto não signifique retidão de caráter.
Sobre o local e o ritual em si não há muito que comentar, porque muito pouco nos foi dito, mas alguma coisa do sujeitinho nós pudemos ver.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Uma cena curta

Não existia mais nada além daquelas palavras. Palavras que pareceram simples, postas nas páginas secas de um livro, mas que agora, quando deveria pronunciá-las, dançavam e se embaralhavam em sua mente. Uma gota salgada lhe descia pelo rosto sobrecarregado pela tensão enquanto se esforçava para que a pronúncia tivesse a entonação e o tempo exatos.

O grotesco ambiente a seu redor, repleto de indizíveis objetos e criaturas mortas arranjados meticulosamente conforme antigas e profanas instruções, não arrancava a mais ínfima parcela de atenção daquele homem: se algo estivesse fora de lugar naquele momento, tudo estaria perdido. Sua única preocupação tinha de ser a conclusão do cântico na exata forma prescrita, e qualquer outra meta ou problema lhe era inconcebível. Na verdade, tamanho era o empenho que tinha naquele propósito que sua mente e sentidos seriam incapazes de adotar qualquer foco secundário. Nada no mundo poderia demovê-lo.
Vejam só, pouco tempo por aqui e já estou aprendendo! Estava escrevendo emocionadamente sobre o pequeno trecho acima, e um pouco sobre as circunstâncias nas quais ele se insere, e, de repente...
Primeira lição: sempre escreva no seu editor de texto preferido e depois cole no seu bloguinho.
Mas o que eu tinha escrito não se perdeu, apenas estou sem ânimo para digitar tudo novamente. Muito em breve eu volto ao tópico.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Dando início aos trabalhos

Aqui começa minha primeira tentativa de criar um blog.

Não sou, nem nunca fui, um frequentador de blogs. Mesmo aqueles que leio não recebem minha visita com frequência, que dirá comentários.
É, contudo, uma mídia interessante, e que pode me ajudar a trabalhar um pouco algumas idéias.

Em um primeiro momento eu devo publicar tudo que me vier à cabeça, literatura, cinema, rpg, quadrinhos, música, boemia e, quem sabe, até algo jurídico (pouco provável, mas vai saber...). Confome o andar da carruagem eu espero definir uma linha mais clara a seguir, mas isso vai depender do que eu escrever e da frequência na qual eu venha a escrever.

Avante.