Uma cena curta
Não existia mais nada além daquelas palavras. Palavras que pareceram simples, postas nas páginas secas de um livro, mas que agora, quando deveria pronunciá-las, dançavam e se embaralhavam em sua mente. Uma gota salgada lhe descia pelo rosto sobrecarregado pela tensão enquanto se esforçava para que a pronúncia tivesse a entonação e o tempo exatos.
O grotesco ambiente a seu redor, repleto de indizíveis objetos e criaturas mortas arranjados meticulosamente conforme antigas e profanas instruções, não arrancava a mais ínfima parcela de atenção daquele homem: se algo estivesse fora de lugar naquele momento, tudo estaria perdido. Sua única preocupação tinha de ser a conclusão do cântico na exata forma prescrita, e qualquer outra meta ou problema lhe era inconcebível. Na verdade, tamanho era o empenho que tinha naquele propósito que sua mente e sentidos seriam incapazes de adotar qualquer foco secundário. Nada no mundo poderia demovê-lo.
O grotesco ambiente a seu redor, repleto de indizíveis objetos e criaturas mortas arranjados meticulosamente conforme antigas e profanas instruções, não arrancava a mais ínfima parcela de atenção daquele homem: se algo estivesse fora de lugar naquele momento, tudo estaria perdido. Sua única preocupação tinha de ser a conclusão do cântico na exata forma prescrita, e qualquer outra meta ou problema lhe era inconcebível. Na verdade, tamanho era o empenho que tinha naquele propósito que sua mente e sentidos seriam incapazes de adotar qualquer foco secundário. Nada no mundo poderia demovê-lo.
Vejam só, pouco tempo por aqui e já estou aprendendo! Estava escrevendo emocionadamente sobre o pequeno trecho acima, e um pouco sobre as circunstâncias nas quais ele se insere, e, de repente...
Primeira lição: sempre escreva no seu editor de texto preferido e depois cole no seu bloguinho.
Mas o que eu tinha escrito não se perdeu, apenas estou sem ânimo para digitar tudo novamente. Muito em breve eu volto ao tópico.

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